Reforma ministerial

Haddad diz que vai deixar Ministério da Fazenda em fevereiro

Ministro afirmou ainda que ele deve se reunir com o presidente Lula para definir uma data de despedida; sucessor não foi confirmado

A decisão deve ter como objetivo antecipar uma candidatura de Haddad para as eleições de outubro -  (crédito: Raphael Pati/CB/D.A Press)
A decisão deve ter como objetivo antecipar uma candidatura de Haddad para as eleições de outubro - (crédito: Raphael Pati/CB/D.A Press)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que deve deixar o cargo já no próximo mês de fevereiro. A declaração foi feita nesta quinta-feira (29/1), em entrevista na sede da pasta, em Brasília. Ele atua como número um da Fazenda desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023. 

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

“Possivelmente, (vou deixar o ministério) no mês de fevereiro, só vou sentar com o presidente para ver a melhor data”, disse Haddad, na chegada à Fazenda, na manhã de hoje.

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

O chefe da pasta já havia mencionado anteriormente que deixaria a função no início deste ano e chegou a afirmar em entrevista a outras emissoras que poderia sair, inclusive, em janeiro. A decisão deve ter como objetivo antecipar uma candidatura de Haddad para as eleições de outubro, já que membros do poder Executivo devem deixar seus cargos até o mês de maio para concorrer.

Entre as possibilidades mais concretas para o ministro, está a de concorrer para o Senado Federal ou para o governo de São Paulo. Apesar disso, o ministro ainda não definiu o cargo que deve disputar e reforçou que ainda deve discutir com o presidente da República sobre esse assunto.

A jornalistas, ontem (28), a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu publicamente a candidatura de Haddad ao governo paulista e disse que o campo progressista deveria “vestir a camisa” e escalar os melhores quadros para enfrentar a chamada “extrema-direita” nas eleições estaduais. “Nós não temos o direito de deixar a extrema-direita voltar a governar este país”, disse ela.

Sobre a declaração de Gleisi, o ministro da Fazenda brincou: “Estou comemorando a Gleisi ter me elogiado”. Apesar do momento de descontração, Haddad não deu pistas sobre a decisão que ainda deve ser discutida com outros quadros do partido.

 

  • Google Discover Icon
postado em 29/01/2026 12:24 / atualizado em 29/01/2026 14:02
x