
O Banco Central (BC) abriu uma investigação interna para apurar a condução do processo que resultou na liquidação extrajudicial do Banco Master. Conduzida pela corregedoria, a apuração busca identificar possíveis falhas nos mecanismos de fiscalização e na atuação da área técnica responsável por monitorar a saúde financeira da instituição.
De natureza sigilosa, a auditoria foi instaurada logo após a decretação da liquidação do Banco Master, no ano passado. A apuração busca esclarecer as razões da demora do BC em identificar a escalada das operações de maior risco realizadas pelo banco.
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Desde a abertura do procedimento, dois diretores à frente do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) — Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza — deixaram seus cargos. A área é responsável por acompanhar a saúde financeira e o cumprimento das normas regulatórias pelas instituições em funcionamento no país.
A abertura da sindicância, revelada pelo jornal O Globo, foi determinada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, ainda em dezembro. Internamente, o entendimento é de que a liquidação extrajudicial de uma instituição financeira representa um evento de alta gravidade e, por isso, exige documentação detalhada e a revisão rigorosa de todos os procedimentos adotados.
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Não há prazo definido para a conclusão da apuração conduzida pela corregedoria, que atua com autonomia no caso. A investigação busca esclarecer os fatos que levaram à situação do Banco Master e identificar medidas para fortalecer os mecanismos de governança e fiscalização interna do BC.
Inspeção
Nos últimos meses, o Banco Master tornou-se foco de questionamentos que envolveram o Banco Central, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF). A crise começou após suspeitas sobre operações financeiras da instituição, que levaram o BC a decretar sua liquidação extrajudicial, em novembro. A medida passou a ser contestada, ampliando o debate sobre os fundamentos e a condução do processo.
O caso avançou quando o TCU determinou uma inspeção em documentos da liquidação. O Banco Central apresentou embargos, mas retirou o recurso em 12 de janeiro, após reunião entre os presidentes do TCU, Vital do Rêgo Filho, e do BC, Gabriel Galípolo, permitindo o prosseguimento da análise.

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