
Dados publicados pelo Banco Central, nesta quinta-feira (29/1), mostram que o endividamento das famílias chegou a 49,8% no final de 2025, o que representa um aumento de 1,5 p.p. na comparação com o ano anterior e de 0,5 p.p. ante novembro. Nos 12 meses, o comprometimento de renda, que representa o percentual da receita mensal da família destinado ao pagamento de dívidas e despesas fixas, como aluguel, condomínio e empréstimos, avançou 2,2 p.p., chegando à máxima histórica de 29,3%.
Em 2025, o Indicador de Custo do Crédito (ICC), que mede o custo médio de toda a carteira ativa de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN), chegou a 23,4% ao ano, com um aumento de 1,9 p.p. no ano e uma redução de 0,2 p.p. em dezembro. Já o percentual de inadimplência do crédito total, que considera os atrasos acima de 90 dias, atingiu 4,1% da carteira no último mês do ano, com um aumento de 1,1 p.p. em relação ao final de 2024.
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Ao considerar somente as empresas, o percentual de inadimplência ficou em 2,5%, após alta de 0,5 p.p. no ano. Em relação ao crédito às famílias, a inadimplência subiu 1,5 p.p. no ano e atingiu 5%. Somente no mês de dezembro, esse percentual cresceu 0,1 p.p. na carteira de crédito total e de pessoas físicas e manteve-se estável no segmento de crédito às pessoas jurídicas.
No segmento de crédito com recursos livres, a inadimplência registrou alta de 1,3 p.p. em 2025 e chegou a 5,4%. Já no crédito livre às empresas, a inadimplência cresceu 0,7 p.p. no ano e atingiu 3,2% da carteira. No crédito livre às famílias, a inadimplência ficou em 6,9%, com alta de 1,7 p.p. nos doze meses de 2025.

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