
O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton Aquino, afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que não sofreu qualquer tipo de pressão política para decidir sobre a liquidação do Banco Master. Segundo ele, nenhuma autoridade da República tentou influenciar a atuação da autarquia no caso.
“Que eu tenha conhecimento, como diretor de Fiscalização, eu não conheço, não recebi nenhuma pressão de liquidar ou não liquidar de autoridades da República, não tenho conhecimento”, declarou Aquino ao ser questionado sobre uma eventual interferência política durante a oitiva.
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No depoimento, o diretor ressaltou que o processo de supervisão do Banco Master seguiu os procedimentos técnicos regulares do Banco Central, sem desvios ou interferências externas.
Ele também negou que a autoridade monetária tenha adotado qualquer medida preventiva ou restrição regulatória contra o Banco de Brasília (BRB) com o objetivo de impedir a compra de ativos do Master. “A medida prudencial foi depois da negativa da aquisição. Então, não tem nenhuma conexão”, relatou o diretor.
Aquino esclareceu que a restrição imposta ao BRB, que proibiu temporariamente o banco de adquirir novas carteiras de crédito, não teve relação com a operação envolvendo o Master. Segundo ele, a medida foi formalizada em 14 de outubro, enquanto a tentativa de negociação entre o BRB e o Banco Master já havia sido rejeitada em setembro.
De acordo com o diretor, a cronologia dos fatos demonstra que a decisão do Banco Central foi independente de interesses políticos ou comerciais, e baseada exclusivamente em critérios técnicos de supervisão e gestão de riscos.

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