Oito em cada 10 das empresas industriais que enfrentaram dificuldades para obter crédito em 2025 apontaram os juros elevados como o principal entrave ao financiamento. O dado faz parte de pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) divulgada nesta segunda-feira (19/1).
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Entre os empresários que relataram dificuldade para acessar crédito de curto ou médio prazo, 80% indicaram os juros altos como o principal problema. Em seguida, aparecem as exigências de garantias reais, como bens móveis ou imóveis, citadas por 32%, e a falta de linhas de crédito adequadas às necessidades das empresas, mencionada por 17%.
No crédito de longo prazo, com prazos superiores a cinco anos, o padrão se repete. Os juros elevados foram apontados por 71% dos industriais, enquanto a exigência de garantias reais apareceu em 31% das respostas, e a ausência de linhas adequadas, em 17%.
Nos seis meses anteriores ao levantamento, entre fevereiro e julho de 2025, 54% das empresas não buscaram contratar ou renovar crédito de longo prazo. No caso do crédito de curto ou médio prazo, 49% deixaram de procurar financiamento no período. Apenas 26% das empresas contrataram ou renovaram crédito de curto prazo, e 17% acessaram crédito de longo prazo.
Entre as empresas que tentaram obter financiamento, os índices de frustração foram elevados. Quase um terço das que buscaram crédito de longo prazo não conseguiu concluir a operação, enquanto cerca de um quinto das que procuraram crédito de curto ou médio prazo também não teve êxito.
O recorte por porte indica maior dificuldade entre empresas médias. Nesse grupo, 43% não conseguiram obter crédito de longo prazo, percentual superior ao observado entre pequenas indústrias (37%) e grandes empresas (27%). Na busca por crédito de curto ou médio prazo, a frustração atingiu 26% das médias empresas, 21% das pequenas e 16% das grandes.
*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro
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