O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (19/1) que o maior fator de pressão sobre a dívida pública brasileira é o nível elevado dos juros reais, e não o desempenho fiscal do governo.
“O problema da dívida tem a ver com o juro real, não tem a ver com o deficit, que está caindo”, disse em entrevista ao UOL News. A taxa básica de juros da economia brasileira está em 15% ao ano, enquanto o juro real corresponde à taxa de juros descontada a inflação do período.
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Atualmente, a dívida pública equivale a 79% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o ministro, considerando todas as exceções fiscais, o deficit do ano passado ficou em 0,48% do PIB.
Ao comentar as críticas do mercado financeiro sobre o descumprimento do arcabouço fiscal, Haddad comparou a atual gestão à do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o ministro, o governo anterior deixou de prever no Orçamento de 2023 cerca de R$ 64 bilhões em dívidas, além de outros R$ 52 bilhões relativos ao reajuste do Bolsa Família, despesas que, afirmou, não foram incluídas pela administração passada.
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