
O setor imobiliário apresentou uma performance muito positiva em 2025, de acordo com os dados publicados nesta sexta-feira (23/2) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Nesse período, a entidade mostra que foram lançadas 453 mil unidades residenciais no país, o que representa um salto de 10,6% na comparação com o ano anterior. O resultado é considerado recorde para um ano em toda a série histórica.
O aumento do número de lançamentos no ano foi impulsionado principalmente pelo resultado do quarto trimestre, que também foi o maior da série histórica e registrou 133 mil novas unidades, com um avanço de 18,6% ante o 4T24. No mesmo período, foram vendidas 109 mil residências, o que representa um crescimento de 4,7% em relação aos últimos três meses de 2024.
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No geral, foram 426 mil unidades residenciais vendidas entre janeiro e dezembro de 2025, que indica um aumento de 5,4% na comparação com o ano anterior, quando esse número chegou a 404 mil unidades. Além disso, o preço médio dos imóveis no país subiu e chegou a R$ 202,5 mil, ante R$ 180,5 no final de 2024. A pesquisa considera dados de 221 municípios brasileiros, o que inclui todas as capitais.
Na coletiva de apresentação da pesquisa, o presidente executivo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Fernando Guedes, o imóvel continua sendo um bom investimento. “O imóvel nunca deixou de ser e dificilmente deixará de ser um bom investimento, além de tudo, pois o seu preço tem sido ajustado acima dos índices de inflação, especialmente”, destacou.
Minha Casa Minha Vida
Lançado oficialmente em 2009, o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) também atingiu recorde no ano passado, com o lançamento de 69 mil unidades somente no quatro trimestre, o que representa um crescimento de 31,7% ante o mesmo período do ano anterior. Com isso, as unidades do programa representaram 52% de todos os lançamentos de residências no país no 4T25.
Em relação às vendas, o resultado do MCMV também foi o maior da série histórica, com 53 mil unidades vendidas, 15,1% a mais do que no mesmo período de 2024. Para o economista-chefe do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci, o avanço é bastante significativo e mostra que o programa vem surpreendendo a cada ano.

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