Sistema financeiro

Diretoria estratégica do Banco Central segue sem definição

A ausência de nomeação para a Diretoria de Organização e Resolução, responsável por autorizações e liquidações bancárias, amplia a incerteza sobre os rumos da supervisão do sistema financeiro

Nomes foram encaminhadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsável pela escolha final -  (crédito: Reprodução/Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Nomes foram encaminhadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsável pela escolha final - (crédito: Reprodução/Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A indefinição sobre o comando da Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central (BC) mantém o mercado financeiro em alerta. Considerada uma das áreas mais sensíveis da autoridade monetária, a diretoria é responsável por autorizar o funcionamento de instituições financeiras, analisar reorganizações societárias e conduzir processos de intervenção e liquidação.

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Sob a gestão do economista Renato Dias de Brito Gomes, a área esteve à frente de decisões recentes de grande repercussão, como a rejeição da operação de compra do Banco Master pelo BRB — medida interpretada no mercado como sinal de rigor técnico na supervisão do sistema financeiro.

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O mandato de Gomes terminou em 31 de dezembro, mesma data de encerramento do mandato do diretor de Política Econômica, Diogo Guillen. Decretos do governo formalizaram a exoneração de ambos a partir de 1º de janeiro de 2026.

No início de fevereiro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, formalizou a indicação de Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica, para assumir a Diretoria concomitante do BC.

Para a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, foi apresentado o nome do economista Tiago Cavalcanti, professor da Universidade de Cambridge. De acordo com o Valor Econômico, o nome de Leandro Vilain, presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), chegou a ser ventilado, mas ele não teria aceitado o cargo.

As indicações foram encaminhadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsável pela escolha final. Os nomes definidos precisam passar por sabatina e aprovação do Senado Federal antes de assumirem os cargos.

A ausência de definição prévia sobre os sucessores amplia a incerteza em um momento sensível para o sistema financeiro, especialmente diante de processos de reorganização bancária e discussões regulatórias em curso. No mercado, a avaliação é de que a escolha dos novos diretores será determinante para a sinalização de continuidade, ou mudança, na condução técnica das áreas responsáveis por estabilidade e supervisão.

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postado em 23/02/2026 16:12 / atualizado em 23/02/2026 16:16
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