Conjuntura

Produção industrial recua 1,2% em dezembro, aponta IBGE

Indústria interrompe sequência negativa na comparação anual, mas mantém desempenho abaixo do pico histórico de 2011

A produção industrial brasileira recuou 1,2% na passagem de novembro para dezembro de 2025 e continuou o movimento de retração observado desde setembro, período em que acumulou perda de 1,9%. A queda mensal mais acentuada desde julho de 2024, quando o recuo foi de 1,5%. A média móvel trimestral ao fim do ano ficou em -0,5%.

Na comparação com dezembro de 2024, a indústria avançou 0,4%, interrompendo dois meses consecutivos de resultados negativos nesse recorte. Em novembro, a produção havia caído 1,4%, e, em outubro, 0,5%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3/2).

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No acumulado de 2025, porém, o setor industrial registrou crescimento de 0,6%, marcando o terceiro ano seguido de alta, após os avanços de 3,1% em 2024 e 0,1% em 2023. Com o resultado de dezembro, a produção ficou 0,6% acima do nível pré-pandemia, observado em fevereiro de 2020, mas ainda permanece 16,3% abaixo do pico histórico alcançado em maio de 2011. 

O crescimento de 0,6% em 2025 foi acompanhado por resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas. Do total de 789 produtos analisados, 49,6% apresentaram expansão no período. As principais contribuições positivas vieram das indústrias extrativas, com alta de 4,9%, e do segmento de produtos alimentícios, que cresceu 1,5%.

Entre as atividades com desempenho negativo, o maior impacto veio do setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que recuou 5,3%. Também se destacaram as quedas em veículos automotores, reboques e carrocerias, com -8,7%; produtos químicos, que teve -6,2%; e metalurgia, com -5,4%. As duas primeiras registraram dois meses consecutivos de retração, acumulando perdas de 10,4% e 7,4%, respectivamente. A metalurgia, por sua vez, eliminou o crescimento de 3,5% observado entre agosto e novembro de 2025.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

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