Sistema Financeiro

Ações de empresa da Fictor acumulam queda de mais de 60% em um mês

Grupo entrou com pedido de recuperação judicial em São Paulo neste domingo, por supostas perdas após liquidação do Master

Grupo Fictor possui uma ação listada na B3, com a Fictor Alimentos (FICT3). -  (crédito: Divulgação)
Grupo Fictor possui uma ação listada na B3, com a Fictor Alimentos (FICT3). - (crédito: Divulgação)

O Grupo Fictor, que protocolou um pedido de recuperação judicial ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), possui diversos ‘braços’ dentro de um mesmo conglomerado. Além da parte financeira, o grupo também atua em outros segmentos como geração de energia e alimentação, com a Fictor Alimentos. Nesta segunda-feira (2/2), as ações da empresa alimentícia na bolsa de valores (FICT3) operavam em queda de 37%, cotada a R$ 0,72, por volta das 16h45 (horário de Brasília).

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Desde o primeiro dia do ano, os papeis da Fictor Alimentos acumulam queda superior a 60%. A empresa alega que, desde a liquidação extrajudicial do Banco Master, o grupo acumula perdas bilionárias de capital, o que motivou o pedido de recuperação protocolado no fim de semana.

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

Após o Banco Central suspender de vez o processo de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB), o Grupo Fictor apresentou interesse na aquisição da instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro.

O anúncio formal sobre o negócio, no entanto, ocorreu um dia antes de o BC liquidar extrajudicialmente o banco, durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, que prendeu Vorcaro e outros envolvidos no esquema de venda de títulos a juros exorbitantes, com Certificados de Depósito Bancário (CDBs) que chegavam a 140%.

Dúvidas sobre saúde financeira

Para o especialista em Direito Empresarial e sócio-fundador da Arake Tomazette Advogados, Henrique Arake, o Banco Central deve investigar se a Fictor já lidava com problemas financeiros antes da proposta de compra do Master, ou se os imbróglios ficaram visíveis somente após o dia 18 de novembro de 2025.

“Com as informações que temos até agora, não é possível dizer se uma empresa com problemas financeiros tentou comprar o Master ou se a queda do Master expôs o grupo e acabou comprometendo-o de tal maneira que foi necessário pedir a recuperação judicial”, pontua o especialista, que acrescenta: “Não consigo me lembrar de nenhum caso dessa ordem de grandeza, que um grupo comprometido tenta salvar outro igualmente comprometido”.

  • Google Discover Icon
postado em 02/02/2026 17:44
x