
O primeiro mês do ano foi muito positivo para as principais bolsas de valores da América Latina. Além do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa/B3), que saltou 12,56% em ganhos nominais no período, o mercado acionário de outros países da região, como México, Peru e Colômbia, também tiveram ganhos consistentes no mês de janeiro, tanto em dólares quanto na moeda corrente.
Dados compilados pela Elos Ayta Consultoria, divulgados nesta segunda-feira (2/2), mostram que o Ibovespa teve a terceira melhor performance entre as maiores bolsas do mundo. Além do salto considerável de cerca de 20 mil pontos nominais, a rentabilidade em dólar do principal índice da B3 cresceu 18,42% no mesmo período e ficou acima de todas as bolsas asiáticas e europeias.
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De acordo com a responsável pela pesquisa, a valorização do Ibovespa em dólares é a maior para um mês desde novembro desde 2020, quando o índice subiu 25,47% em 30 dias. “O dado reforça a leitura de que o mercado iniciou 2026 em forte movimento de reprecificação dos ativos locais, impulsionado por um ambiente de maior apetite ao risco e pela recomposição de posições por parte de investidores estrangeiros”, avalia a consultoria, em nota.
A bolsa brasileira só não ficou acima de duas vizinhas: a Sp/Bvl General, do Peru, que saltou 22,51% (em dólares); e a Msci Colcap, da Colômbia, que avançou 21,16% — ambas tiveram os melhores resultados do mês. Na sequência do Ibovespa, estão outras duas latinas: Ipsa, do Chile, com 15,65% de crescimento, e o IPyC, do México, que subiu 9,18%.
O principal índice da Argentina, o S&P Merval, registrou um crescimento de 5,7% em janeiro e apresentou uma performance superior a outras bolsas da Europa, como as da Espanha, Itália e Reino Unido. Já as maiores bolsas dos Estados Unidos tiveram ganhos bem mais modestos: Dow Jones (1,73%), S&P 500 (1,37%) e Nasdaq (0,95%).

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