O Banco de Brasília (BRB) tem até esta sexta-feira (6/2) para enviar ao Banco Central (BC) um plano de ações voltado ao reforço de sua estrutura patrimonial, após as operações realizadas com o Banco Master. A proposta deve prever uma recomposição mínima de R$ 5 bilhões, a ser detalhada no documento e, se aprovada, executada em até seis meses.
A exigência tem como objetivo preservar a solidez financeira do banco e manter a confiança do mercado, estando diretamente ligada às operações realizadas entre 2024 e 2025, quando cerca de R$ 12 bilhões foram direcionados à aquisição de carteiras de crédito consideradas de baixa qualidade e sem garantias financeiras adequadas, compradas da instituição então controlada por Daniel Vorcaro.
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As operações são apontadas como responsáveis pelo enfraquecimento do balanço patrimonial do BRB. A intervenção do Banco Central ocorreu após a constatação de que os mesmos ativos haviam sido comprados pelo Banco Master de outra instituição por menos da metade do valor posteriormente pago pelo banco brasiliense.
As apurações também indicaram que o Master sequer concluiu a quitação da compra original dessas carteiras, embora tenha recebido os recursos à vista na revenda ao banco brasiliense.
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