Em meio à repercussão do caso envolvendo o Banco Master, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (11/2) que a autoridade monetária precisa aperfeiçoar de forma contínua os mecanismos de regulação e supervisão para evitar a repetição de falhas no sistema financeiro.
Segundo ele, episódios recentes — entre eles o do Master e incidentes de segurança cibernética que atingiram instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN) — reforçam a necessidade de vigilância permanente.
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"Queria dizer para vocês que não vai voltar a acontecer uma liquidação de banco ou que não pode voltar a acontecer um incidente, mas isso é meio doping e antidoping, polícia e ladrão. Você fecha uma porta, ele vai tentar outro caminho. O que a gente precisa é estar aprimorando e melhorando para que não voltem a ocorrer os mesmos erros", disse.
Ele reiterou que o aprimoramento da regulação já integra a pauta prioritária do Banco Central. Para os próximos anos, segundo Galípolo, a atuação da instituição estará centrada na preservação da estabilidade e no cumprimento de seu mandato principal.
“A gente avançou muito no ponto de competição, de inclusão financeira, de tecnologia, graças à agenda do Banco Central, e graças à inovação que existe, à capacidade inovativa e de empreendedorismo que existe dentro do mercado financeiro brasileiro. Agora é um momento em que o Banco Central entende que ele precisa centrar na estabilidade, que é o seu mandato central”, afirmou.
Galípolo também ressaltou o apoio recebido do mercado e da opinião pública na condução dos trabalhos do Banco Central, classificando esse respaldo como importante para garantir uma atuação técnica e independente da autoridade monetária.
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