A Meta Platforms informou que ingressou com ações judiciais contra anunciantes acusados de aplicar golpes em suas plataformas, incluindo casos no Brasil, na China e no Vietnã.
“Hoje, estamos tomando medidas legais para combater golpes em nossas plataformas, entrando com várias ações judiciais contra anunciantes fraudulentos no Brasil e na China que usaram celeb-baits, e contra um anunciante no Vietnã que utilizou fraude de assinatura e cloaking”, declarou a empresa em anúncio.
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Segundo a Meta, a companhia tem ampliado o uso de inteligência artificial (IA) para identificar práticas que tentam driblar os sistemas de revisão. “Continuamos investindo em novas tecnologias de IA que detectam o cloaking, uma técnica que contorna nossos processos de revisão e exibe conteúdo para as pessoas que viola nossas políticas”, afirmou.
“Tomamos medidas técnicas de fiscalização contra esses golpistas, incluindo a suspensão de seus métodos de pagamento, a desativação de contas relacionadas em nossas plataformas, o bloqueio dos domínios dos sites usados nos golpes e o compartilhamento dessas informações com nossos parceiros do setor para que eles também possam bloqueá-los”, declarou.
Em relação ao uso indevido de imagem de figuras públicas, a Meta afirmou ter ampliado um programa de proteção. “Para combater o celeb-bait, desenvolvemos proteções para celebridades cujas imagens são repetidamente usadas nesses esquemas. Atualmente, esse programa protege as imagens de mais de 500.000 celebridades e figuras públicas em todo o mundo”, informou.
A empresa detalhou casos envolvendo anunciantes brasileiros. Segundo o documento, Vitor Lourenço de Souza e Milena Luciani Sanchez teriam utilizado imagens e vozes alteradas de celebridades para promover produtos de saúde. Também foram citadas as empresas B&B Suplementos e Cosméticos Ltda. (Brites Corp) e Brites Academia de Treinamento Ltda., além de Daniel de Brites Macieira Cordeiro e Jose Victor de Brites Chaves de Araujo. De acordo com a Meta, o grupo integrou uma operação que utilizou deepfakes de um médico para anunciar produtos de saúde sem aprovação regulatória e comercializar cursos com as mesmas práticas.
A companhia também informou ter notificado extrajudicialmente ex-parceiros comerciais que ofereciam serviços abusivos, incluindo serviços falsos de ‘desbanimento’ ou restauração de contas e aluguel de acesso a contas confiáveis que ajudavam clientes a burlar nossos sistemas de fiscalização.
*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro
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