
O medo em relação a um possível prolongamento da guerra travada por Estados Unidos e Israel contra o Irã inquietou os investidores nesta terça-feira (3/3) e fez com que os mercados emergentes, entre eles o Brasil, sofressem mais com o aumento da incerteza.
No mercado acionário, quase todos os papéis listados na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) fecharam o dia no vermelho. Apenas Raízen (RAIZ4) (6,15%), Braskem (BRKM5) (3,24%) e Vivara (VIVA3) (0%) se safaram da tendência de recuo nesta terça-feira (3/3). Por outro lado, as principais ações do Índice Bovespa encerraram o pregão em queda livre, como as da Vale (VALE3) (4,17%), Itaú Unibanco (ITUB4) (3,35%) e Bradesco (BBDC4) (4,78%).
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Diante disso, o índice geral da B3 encerrou a sessão diária em baixa de 3,28%, aos 183.104 pontos – a pior queda desde o dia 5 de dezembro de 2025. Nos dois dias da semana, o Ibovespa acumula queda de 3,01%. Ainda em um patamar elevado se comparado com o final do ano anterior, a bolsa brasileira chegou à menor pontuação em quase um mês.
Nos Estados Unidos, os principais índices fecharam o dia com quedas substanciais. O Dow Jones terminou em queda de 0,83%, ao passo que Nasdaq e S&P 500 recuaram 1,02% e 0,94%, respectivamente. O movimento foi reforçado pelo novo aumento de preço do petróleo. O barril tipo Brent com vencimento em abril fechou em alta de 4,71%, a US$ 81,40, enquanto que o West Texas Intermediate (WTI) – referência para os EUA – com vencimento no mesmo mês subiu 4,7%, a US$ 74,56.
No mercado cambial, o dólar voltou a registrar uma valorização mais forte nesta terça-feira e subiu 1,92%, cotado a R$ 5,26. A tendência de alta da moeda norte-americana é vista na maioria dos países, principalmente entre os emergentes. Por conta disso, o Índice DXY, que mede a força da divisa em relação aos principais concorrentes no planeta, subiu 0,65% no fim do dia.

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