
Os preços do petróleo registraram queda nesta terça-feira (10/3) após a alta observada no início da semana, quando a commodity alcançou o maior nível desde 2022. O movimento ocorreu depois de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que a guerra no Oriente Médio pode terminar em breve.
A fala reduziu parte das preocupações do mercado com uma possível interrupção prolongada no abastecimento global de petróleo. Na segunda-feira (9), o barril chegou a superar US$ 100, impulsionado pelo avanço do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã e pelos cortes de oferta liderados pela Arábia Saudita e outros produtores.
Durante a madrugada de domingo (8) para segunda-feira, o barril chegou a se aproximar de US$ 120. Ao longo do dia, os preços começaram a recuar e passaram a operar em queda após o fechamento oficial do mercado.
Por volta das 18h de ontem, no horário de Brasília, o barril do tipo Brent crude oil, referência internacional de preços, registrava baixa de cerca de 4%, sendo negociado próximo de US$ 90. Já o West Texas Intermediate, padrão utilizado nos Estados Unidos, recuava cerca de 8%.
Hoje, a queda se intensificou. Os contratos futuros do Brent recuavam 12,79%, sendo negociados a US$ 85 por barril. O petróleo WTI registrava baixa de 13,74%, com o barril cotado a US$ 81.
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A retração no preço da commodity também influenciou o desempenho das empresas do setor de energia na Bolsa brasileira. As ações de petroleiras operavam em queda durante a tarde.
Por volta das 13h50, os papéis preferenciais da Petrobras recuavam 0,70%, cotados a R$ 42,86, enquanto as ações ordinárias caíam 0,28%, sendo negociadas a R$ 46,62.
Entre as companhias do setor, a maior queda era registrada pela PRIO, antiga PetroRio, com recuo de 2,35%, a R$ 58,25. As ações da PetroReconcavo também operavam em baixa de 2,02%, cotadas a R$ 12,60.
*Estagiário sobe a supervisão de Andreia Castro

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