
A semana terminou de forma negativa para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Nesta sexta-feira (20/3), o principal índice da B3 ampliou o cenário de queda no mês de março, no qual já acumula 6,66% de baixa, e encerrou o pregão diário com uma forte retração de 2,25%, aos 176.219 pontos. Na semana, o Ibovespa perdeu 0,91%.
As ações preferenciais da Petrobras (PETR4), que foram as mais negociadas do dia, também apresentaram uma das maiores quedas durante a sessão. No fechamento, os papeis da companhia registraram baixa de 2,37%, mesmo com o barril de petróleo em ritmo de valorização no exterior. O Brent — utilizado como referência na maior parte do mundo — manteve o patamar acima de US$ 100 desta semana e subiu 3,26% nos contratos com vencimento em maio.
Além da companhia de petróleo, outras ações de destaque no Ibovespa fecharam com quedas expressivas, o que ajuda a explicar a queda maior do índice nesta sexta-feira. Os papéis dos grandes bancos ficaram todos no vermelho, com o Santander (SANB11) liderando as perdas, com menos 2,47%, seguido por Itaú Unibanco (ITUB4) (-1,73%), Bradesco (BBDC4) (-1,66%) e Banco do Brasil (BBAS3) (-1,02%).
No mercado cambial, o dólar voltou a operar no patamar de R$ 5,30 e fechou o dia nesse mesmo valor, após se valorizar 1,8% ao final do pregão. Para o especialista em investimentos da Nomad Bruno Shahini, o dólar ganhou força em meio a uma deterioração clara do ambiente de risco global.
“Apesar de alguns sinais de possível desescalada na tarde de ontem, o mercado volta a focar nas incertezas em torno de um conflito de maior duração, especialmente após notícias de uma possível incursão terrestre dos Estados Unidos no Irã. Esse movimento elevou de forma relevante o risco de um choque adicional nos preços de energia, com o petróleo avançando para níveis acima de US$ 110 por barril”, destaca o especialista.

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