O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, negou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intervenha na Petrobras para reduzir o preço da gasolina em meio a uma esperada subida no valor do combustível em decorrência do aumento do preço do petróleo no mercado internacional.
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“Não vamos ser irresponsáveis de fazer nenhuma intervenção em uma empresa (a Petrobras) de capital aberto, listada na bolsa Nova York e que tem sua governança própria”, disse Silveira, ao ser questionado por deputados federais, que participaram, nesta quarta-feira (11/3), da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.
A declaração do ministro, que respondeu a suposições de que o governo brasileiro reduziria “na marra” o valor dos combustíveis como uma maneira de controlar a inflação, tem como cenário o aumento no petróleo por causa dos conflitos entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Às 18h desta quarta, o valor do petróleo do tipo Brent subia 2,65%, cotando US$ 94,42.
Críticas à Enel
Durante a audiência na Câmara, Silveira também criticou a atuação da Enel, concessionária responsável pela distribuição de energia em São Paulo. Segundo ele, a empresa enfrenta dificuldades para responder com eficiência aos impactos de tempestades e ventos fortes, em razão de uma estrutura de gestão centralizada na Itália.
“O que vemos é uma morosidade na resposta aos eventos climáticos severos. Isso ocorre porque a gestão é muito centralizada, diferente das outras distribuidoras que tem uma resposta muito mais rápida aqui no Brasil”, apontou.
