O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a redução da taxa básica de juros para 14,75%. Segundo o petista, que discursou nesta quinta-feira (19/3), em São Paulo, durante a caravana federativa, a guerra no Oriente Médio não deveria ter efeitos no Banco Central do Brasil.
"Acordei triste hoje porque esperava que o Banco Central abaixasse em 0,5% os juros. Essa guerra (no Oriente Médio por causa dos ataques no Irã) chegou até no Banco Central!? Não não é possível, estamos no sacrifício", disse o presidente, ao emendar com pedido aos governadores para zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel.
"Vamos pedir a governadores para fazer a isenção do ICMS para não permitir o aumento do combustível (...). O governo federal vai pagar metade da isenção que eles (governadores) fizerem”, afirmou.
As críticas do presidente à posição do Banco Central também foram entoadas pela ministra Gleisi Hoffmann, titular da Secretaria de Relações Institucionais do governo. Ontem (18), logo após o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, anunciar redução da Selic de 15% para 14,75%, ela classificou a decisão como "decepcionante".
"Redução de apenas 0,25 na taxa Selic, sem sinalização clara de novos cortes, é decepcionante. O país ja pagou um preço alto demais pela politica de juros contracionista, que está inibindo o investimento e inflando a divida pública e das famílias", escreveu a ministra, em seu perfil no X.
O Copom, ao anunciar o corte de 0,25%, reforçou a preocupação com o cenário externo, em virtude da guerra no Oriente Médio que fez o preço do barril do petróleo disparar mais de 40% e ficar em torno de US$ 100 — o que desencadeou uma revisão para cima das projeções de inflação neste ano.
Saiba Mais
