
Em discurso nesta quarta-feira (15/4), durante evento promovido pelo Lide em parceria com o Correio Braziliense, no Brasília Palace Hotel, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, fez duras críticas ao modelo de gestão pública no Brasil e apontou a ineficiência como principal entrave ao desenvolvimento do país.
Ao abordar o tema central do encontro — eficiência pública —, Mendes afirmou que o Brasil tem desperdiçado oportunidades históricas, apesar do seu potencial econômico. Segundo ele, o país segue distante das nações mais desenvolvidas, tanto em resultados
“O grande problema desse país está na ineficiência do setor público brasileiro”, declarou. Para o governador, essa falha estrutural se reflete em diversas áreas, como saúde, Justiça e infraestrutura, citando como exemplos o acúmulo de processos no Judiciário e milhares de obras públicas paralisadas.
Mendes também fez uma análise histórica da administração pública brasileira, destacando que o princípio da eficiência, incorporado à Constituição apenas em 1998, ainda não é efetivamente aplicado. Segundo ele, enquanto outros princípios administrativos são frequentemente cobrados e judicializados, a falta de eficiência raramente resulta em responsabilização de gestores.
O governador comparou o funcionamento do setor público com o da iniciativa privada, onde, segundo ele, a eficiência é determinante para a sobrevivência das organizações. Nesse contexto, criticou a escolha de lideranças políticas sem critérios técnicos ou experiência comprovada.
Durante a fala, Mendes citou o caso da China como exemplo de país que avançou significativamente nas últimas décadas ao priorizar eficiência e meritocracia na gestão pública. Ele ressaltou que, enquanto o Brasil mantém crescimento limitado, outras economias aceleram seu desenvolvimento.
O governador também expressou preocupação com a situação fiscal brasileira. De acordo com ele, o alto custo da dívida pública compromete investimentos essenciais em áreas como saúde, educação e segurança. Mendes alertou para o risco de um “shutdown” da máquina pública federal nos próximos anos, caso não haja mudanças estruturais.

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