No primeiro painel do 6º Brasília Summit, realizado nesta quarta-feira (15/4), no Brasília Palace Hotel, especialistas discutiram como o equilíbrio fiscal pode caminhar junto à melhoria da qualidade dos gastos públicos. Com foco na geração de resultados concretos para a sociedade, o debate destacou o papel da tecnologia — especialmente da inteligência artificial — na modernização da gestão pública.
Durante a apresentação, o CEO da X-VIA Group e head do LIDE Inteligência Artificial, Hugo Leahy, afirmou que a eficiência na administração pública vai além da redução de despesas. “Eficiência pública não é apenas gastar menos, é gastar melhor, com inteligência, estratégia e propósito”, disse. Segundo ele, o desafio atual dos governos está em superar sistemas isolados, processos lentos e a baixa capacidade de antecipação das demandas da população.
Leahy destacou que a inteligência artificial, aliada à interoperabilidade de dados e ao governo digital, pode transformar a relação entre Estado e cidadão. De acordo com o executivo, a integração entre áreas como saúde, educação, fazenda e assistência social permite decisões mais rápidas e eficazes, além de ampliar a transparência e o acesso aos serviços públicos. “Sem interoperabilidade, o dado existe, mas não produz inteligência”, afirmou.
O painel também abordou o conceito de “humanização da inteligência artificial”, que, segundo Leahy, deixa de ser apenas uma ferramenta automatizada para se tornar um instrumento de melhoria da qualidade de vida. Ele citou exemplos de uso em estados como Mato Grosso e Espírito Santo, onde tecnologias foram implementadas para facilitar o acesso da população a serviços públicos, inclusive por meio de totens de atendimento em locais com baixa conectividade digital.
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Outro ponto destacado foi o impacto da tecnologia no trabalho do servidor público. De acordo com o executivo, sistemas inteligentes podem reduzir significativamente o tempo de elaboração de documentos e análises, permitindo que tarefas que antes levavam dias sejam concluídas em poucas horas. “A inteligência artificial organiza o caos informacional, apoia decisões e melhora o atendimento ao cidadão”, disse.
Ao final, Leahy defendeu que o novo padrão da administração pública deve combinar responsabilidade fiscal, integração de sistemas e foco no cidadão. Para ele, a sociedade não busca apenas inovação tecnológica, mas soluções efetivas. “A tecnologia é o meio, mas o cidadão precisa ser o fim. Governar bem hoje é antecipar demandas e entregar resultados concretos”, concluiu.
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