
O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa/B3) renovou o recorde histórico nominal no pregão desta terça-feira (14/4). No encerramento da sessão, o principal índice da bolsa brasileira atingiu 198.657 pontos, com alta diária de 0,33%. O resultado positivo no fechamento foi o 11º consecutivo e, desde o início de abril, o Ibovespa acumula uma valorização de quase 6%.
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Com poucas novidades em relação à guerra no Oriente Médio, que já se estende por 45 dias, não houve movimentos bruscos nos principais indicadores do mercado nesta terça-feira. O analista da Daycoval Corretora Gabriel Mollo acredita que ainda há uma expectativa entre investidores para um desfecho favorável no conflito entre os Estados Unidos e o Irã.
“Isso tem favorecido as empresas do setor de mineração e siderurgia, como a Vale, os bancos, como Itaú, e as empresas ligadas ao consumo estão subindo bem”, destaca Mollo. Ao contrário das companhias citadas pelo especialista, o setor de petróleo e gás perdeu força durante o dia, com as ações da PetroRecôncavo e da Prio recuando acima dos 3%.
Para o analista, os investidores têm apostado que o Irã e os Estados Unidos devem chegar em breve a um acordo de paz, o que deve fazer com que o petróleo volte a preços antes da guerra.
Real mais valorizado
No mesmo dia, o real também se valorizou ante o dólar e permanece abaixo dos R$ 5, como no dia anterior. O patamar da moeda norte-americana é o mais baixo desde 2025 e nesta terça-feira, o câmbio apresentou um leve recuo de 0,07%, cotado a R$ 4,99. O Índice DXY – que mede a força do dólar ante outras divisas do mundo – teve uma queda um pouco maior, de 0,24%.
Para o especialista em investimentos da Nomad Bruno Shahini, a queda do dólar foi motivada por fatores externos e domésticos. “No exterior, o alívio geopolítico — com continuidade das negociações entre EUA e Irã, ainda que sem acordo definitivo — pressionou o dólar globalmente e favoreceu moedas emergentes. Esse ambiente tem sustentado o fluxo estrangeiro para o Brasil tanto em renda fixa quanto ações”, comenta.
Já no contexto nacional, há um receio de manutenção dos juros em patamar elevado diante de um tom mais conservador no discurso do Banco Central em relação a guerras e os efeitos inflacionários mais amplos, como destaca Shahini. “O real ainda encontra sustentação pelo patamar alto do preço do petróleo refletindo a melhora nos termos de troca e ampliação do superávit comercial”, completa o especialista.
No mercado internacional, o barril de petróleo Brent, utilizado como referência para a maioria dos países, voltou a registrar baixa nesta terça-feira, com uma desvalorização de 4,6% nos contratos para junho, que são negociados a US$ 94,79. Já o West Texas Intermediate (WTI) – padrão mais utilizado nos EUA – teve uma queda ainda maior, de 7,87%, cotado a US$ 91,28 o barril, nos contratos de maio.

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