Política monetária

Ata do Copom destaca cautela com guerra no Oriente Médio

Banco Central reduz Selic a 14,5% ao ano, aponta pressão na inflação e condiciona próximos passos a novos dados econômicos

BC diz que duração dos conflitos geopolíticos e os sinais ainda pouco claros sobre o ritmo da economia dificultam prever a trajetória da inflação -
BC diz que duração dos conflitos geopolíticos e os sinais ainda pouco claros sobre o ritmo da economia dificultam prever a trajetória da inflação -

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira (5/5), reforça a postura cautelosa do Banco Central (BC) diante das incertezas econômicas, especialmente em função da guerra no Oriente Médio. 

O documento detalha a decisão de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual — para 14,5% ao ano, na semana passada —, mas não sinaliza os próximos passos da política monetária nem assume compromisso com novos cortes no curto prazo.

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Segundo a ata, “mantido o compromisso de trazer a inflação para o centro da meta, o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises”.

O BC avalia que o corte de 0,25 ponto foi adequado ao cenário atual, mas destaca que as incertezas seguem elevadas. A duração dos conflitos geopolíticos e os sinais ainda pouco claros sobre o ritmo da economia dificultam prever a trajetória da inflação.

“Em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado”, enfatizou o colegiado, ao indicar que as próximas decisões dependerão de novas informações sobre os efeitos da guerra sobre os preços, avaliação compartilhada por toda a diretoria.

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postado em 05/05/2026 10:12
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