IBC-Br

Prévia do PIB cai 0,7% em março e vem pior que o esperado pelo mercado

Indicador do Banco Central mostra desaceleração disseminada entre os setores da economia, apesar de atividade ainda resiliente no primeiro trimestre de 2026

Indicador que desconsidera os efeitos da agropecuária teve retração mais intensa, de 0,93%, enquanto o índice do setor agropecuário recuou 0,21% -  (crédito:  Divulgação)
Indicador que desconsidera os efeitos da agropecuária teve retração mais intensa, de 0,93%, enquanto o índice do setor agropecuário recuou 0,21% - (crédito: Divulgação)

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou queda de 0,7% em março na comparação com fevereiro, já descontados os efeitos sazonais, informou o Banco Central nesta segunda-feira (18/5). 

O resultado veio pior do que o esperado pelo mercado financeiro, cuja mediana das projeções apontava recuo de 0,30%. Em fevereiro, o indicador havia apresentado avanço de 0,87%, dado revisado para cima pelo Banco Central. Na divulgação anterior, a alta informada era de 0,60%.

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A desaceleração da atividade econômica em março atingiu diferentes segmentos da economia. O setor de serviços, principal motor do PIB brasileiro, recuou 0,79% no período, após crescimento de 0,57% no mês anterior. A indústria também apresentou desempenho negativo, com queda de 0,23%.

O índice de impostos — componente equivalente aos impostos líquidos sobre produtos nas contas do PIB — caiu 0,21% na mesma base de comparação. Já o indicador que desconsidera os efeitos da agropecuária teve retração mais intensa, de 0,93%, enquanto o índice do setor agropecuário recuou 0,21%.

Na comparação com março do ano passado, o IBC-Br registrou avanço de 3,1%. No acumulado de 12 meses, o indicador passou a mostrar crescimento de 1,8%, segundo dados sem ajuste sazonal.

Mesmo com a queda acima do esperado em março, a atividade econômica acumulou alta de 1,3% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores. Para analistas, o resultado reforça a percepção de que a economia brasileira segue resiliente, sustentada principalmente pelo consumo das famílias e pela força do mercado de trabalho.

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postado em 18/05/2026 11:26
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