
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (28/5) que a Receita Federal deflagrou uma nova fase da Operação Carbono Oculto, batizada de “Fluxo Oculto”, para combater o financiamento do crime organizado por meio de movimentações financeiras suspeitas. Segundo ele, a ação busca atingir “o andar de cima” das organizações criminosas, mirando o fluxo de recursos que sustenta atividades ilegais.
De acordo com Durigan, a operação foi construída a partir de informações obtidas por meio da e-Financeira, declaração utilizada pela Receita Federal para monitoramento de dados financeiros.
Segundo ele, a investigação identificou seis fintechs ligadas a um conjunto de operações de organizações criminosas cujo ponto de partida seria a adulteração de combustíveis e a sonegação fiscal na importação de nafta. O rastreamento financeiro revelou, ainda segundo Durigan, uma movimentação de aproximadamente R$ 1 bilhão em espécie em parte dessas instituições.
“No andar de cima, olhando a parte financeira que abastece e dá oxigênio para o crime organizado”, afirmou o ministro ao detalhar a estratégia do governo de enfraquecer financeiramente essas estruturas.
Alerta
A Receita Federal também detectou movimentação total de R$ 26 bilhões nas seis fintechs investigadas ao longo dos últimos anos, volume que, segundo Durigan, acendeu um alerta nos órgãos de inteligência e motivou o aprofundamento das apurações.
A nova fase da operação ocorre em parceria com órgãos do governo federal, incluindo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), além de instituições estaduais. Ao todo, estão sendo cumpridos quase 60 mandados de busca e apreensão em cinco estados.
Segundo o ministro, 135 servidores e auditores da Receita Federal foram mobilizados para a ação. “A gente espera avançar no combate ao crime organizado da maneira que importa, da maneira inteligente, que é fazendo a asfixia financeira, identificando as questões que abastecem, de fato, essa engrenagem das organizações criminosas”, declarou.

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