O rendimento médio do brasileiro atingiu o maior nível da série histórica em 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta sexta-feira (8/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A renda mensal real de todas as fontes chegou a R$ 3.367, alta de 5,4% em relação a 2024 e o quarto ano seguido de crescimento.
O avanço consolida a recuperação após as perdas da pandemia e deixa o rendimento 8,6% acima do patamar de 2019, antes da pandemia. Ao todo, 143 milhões de brasileiros tinham algum tipo de renda no ano passado, o equivalente a 67,2% da população — maior proporção da série iniciada em 2012.
A renda do trabalho também bateu recorde. O rendimento médio habitual ficou em R$ 3.560, com crescimento de 5,7% em um ano. Já a massa de renda do trabalho somou R$ 361,7 bilhões, maior valor já registrado pela pesquisa.
No recorte regional, o Centro-Oeste apareceu entre as regiões de maior renda do país em 2025. O rendimento médio habitual do trabalho chegou a R$ 4.133, atrás apenas do Sul, com avanço de 9,5% em relação a 2024.
Desigualdade
Apesar da melhora nos indicadores de renda, a desigualdade segue elevada no país. Em 2025, os 10% da população com maior rendimento domiciliar per capita receberam, em média, 13,8 vezes mais do que os 40% com menor renda. Sozinho, o grupo mais rico concentrou 40,3% de toda a massa de rendimentos do país — fatia superior à acumulada pelos 70% da população de menor renda.
A diferença também aparece entre famílias atendidas por programas sociais e aquelas fora deles. Nos domicílios que recebiam o Bolsa Família, o rendimento domiciliar per capita médio foi de R$ 774 em 2025, menos de um terço dos R$ 2.682 registrados entre os que não recebiam o benefício. Já entre os lares alcançados por algum programa social do governo, a renda média ficou em R$ 886, enquanto nos demais chegou a R$ 2.787.
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