Crise do BRB

Tesouro teria de abrir exceção para viabilizar socorro ao BRB, diz Ceron

Secretário-executivo da Fazenda afirma que, sem aval da União, ninguém emprestará ao GDF devido à situação fiscal do DF. Uso do Fundo Constitucional é citado como possível garantia adicional para operação

Rogério Ceron:
Rogério Ceron: "Não tem nenhuma decisão, hoje, de ajudar ou não ajudar. Mas isso não é um problema do governo federal, é um problema do GDF" - (crédito: Diogo Zacarias/MF)

Sem aval do Tesouro Nacional, o Governo do Distrito Federal (GDF) não conseguirá obter empréstimos para socorrer o Banco de Brasília (BRB), em razão da situação fiscal local, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron. Segundo ele, uma eventual garantia da União exigiria abrir uma exceção às regras atuais, cenário que classificou como “complexo”.

“Hoje, o GDF não tem capacidade de fazer uma operação de crédito sem aval do Tesouro; e, sem o aval do Tesouro, ninguém vai dar crédito para o GDF, pela situação fiscal que ele tem. Mas, hoje, não tem como (o Tesouro) dar o aval. Teria de ser feito algum tipo de exceção”, disse em entrevista ao Estado de S. Paulo. 

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A fala ocorre em meio à pressão do DF por uma solução para o BRB após as perdas ligadas às operações com o Banco Master. Ceron, porém, buscou afastar a ideia de uma decisão política do Palácio do Planalto sobre salvar ou não a instituição. “Não tem nenhuma decisão, hoje, de ajudar ou não ajudar. Mas isso não é um problema do governo federal, é um problema do GDF”, afirmou. 

Na avaliação do secretário, qualquer tentativa de viabilizar uma operação dependeria de garantias adicionais robustas. Entre as possibilidades levantadas, ele citou o uso do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) como contragarantia complementar ao repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

“É uma garantia robusta, que, se for acionada, vai doer para o GDF; mas que é ótima, porque serve como incentivo para que as operações sejam pagas corretamente”, afirmou Ceron, que enfatizou que o tema ainda está em estágio inicial e que não há negociações formais em andamento. “Essa discussão está em caráter absolutamente embrionário, não há nenhum tipo de tratativa sobre o assunto.”

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postado em 08/05/2026 10:08 / atualizado em 08/05/2026 10:09
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