O lançamento do álbum da Copa do Mundo de 2026 provocou uma forte alta nas vendas das bancas de jornal em todo o Brasil. Entre 30 de abril e 3 de maio, o faturamento desses estabelecimentos cresceu 221,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Cielo com base no Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).
Os dados mostram que, mesmo com preços mais altos nesta edição, a procura por álbuns e figurinhas permaneceu elevada. O movimento também elevou o valor médio gasto pelos consumidores. O ticket médio das bancas chegou a R$ 55,90 no fim de semana de lançamento, mais que o dobro da média registrada nos demais fins de semana de 2026, de R$ 24,22.
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A nova edição do álbum da Copa chegou ao mercado com versões entre R$ 24,90 e R$ 79,90. Além disso, boxes premium ultrapassam R$ 359. Os pacotes de figurinhas também ficaram mais caros.
Outro fator que ampliou o custo para os colecionadores foi o aumento no número de cromos necessários para completar o álbum. Nesta edição, serão necessárias 980 figurinhas, acompanhando a expansão da Copa do Mundo para 48 seleções.
Consumo ligado à emoção e à nostalgia
Segundo a Cielo, o desempenho das bancas reforça a capacidade da Copa do Mundo de movimentar o consumo no país. O levantamento aponta que o consumidor não vê o álbum apenas como um produto, mas como parte da experiência do torneio. "O dado mostra como grandes eventos emocionais conseguem movimentar a economia real. O consumidor não reage ao álbum apenas como um produto, mas como uma experiência ligada à Copa do Mundo, à memória afetiva e ao colecionismo", afirmou Carlos Alves, vice-presidente de Negócios da Cielo.
O estudo também mostra que consumidores de renda mais alta ampliaram participação nas compras durante o lançamento do álbum. O ticket médio cresceu em todas as faixas de renda analisadas. Entre consumidores de altíssima renda, por exemplo, o gasto médio chegou a R$ 98,27 no período de estreia da coleção.
Comparação com a edição de 2022
O fenômeno já havia sido observado na Copa anterior. Em 2022, o lançamento do álbum impulsionou o faturamento das bancas em 347%. Apesar de o crescimento registrado agora ser menor, a edição atual enfrenta um cenário de preços mais elevados.
Ainda assim, os dados indicam que o interesse dos consumidores permaneceu forte mesmo diante da pressão sobre o orçamento das famílias. Para a Cielo, produtos ligados ao entretenimento, à nostalgia e ao colecionismo continuam capazes de estimular compras presenciais. A empresa avalia que grandes eventos culturais e esportivos seguem funcionando como motores de consumo, com impacto direto sobre setores tradicionais do varejo físico, como as bancas de jornal.
O que é o ICVA
O Índice Cielo do Varejo Ampliado acompanha mensalmente a evolução das vendas em 18 setores do comércio brasileiro. O indicador utiliza informações reais de transações realizadas em estabelecimentos de diferentes portes.
Segundo a Cielo, o índice foi desenvolvido para retratar a dinâmica do consumo no varejo físico e online. O cálculo considera fatores como mudanças no uso de meios de pagamento, incluindo cartões, dinheiro, cheque e Pix.
O levantamento possui diferentes modalidades de análise. O ICVA nominal mede o crescimento da receita de vendas em valores correntes. Já o ICVA deflacionado desconta a inflação, utilizando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, para indicar o crescimento real das vendas.
