O dólar voltou a subir no início da tarde desta terça-feira (12/5), após oscilar entre leves altas e estabilidade ao longo da manhã. A moeda é pressionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela repercussão dos dados de inflação no Brasil, enquanto investidores recalibram as expectativas para os próximos passos da política monetária.
Por volta das 12h20, a moeda norte-americana avançava 0,4%, cotada a R$ 4,91.
No cenário internacional, o dólar manteve valorização frente a outras moedas após novas declarações relacionadas ao conflito entre Irã e Estados Unidos elevarem a cautela nos mercados globais.
As incertezas em torno da segurança no Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte mundial de petróleo e gás — seguem pressionando os ativos financeiros.
Inflação e juros
No Brasil, o mercado reagiu à divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, que desacelerou para 0,67%, abaixo das expectativas. Apesar do alívio no índice cheio, a inflação de serviços ainda mostra resistência, o que reforça dúvidas sobre o espaço para cortes na taxa Selic, atualmente em 14,50% ao ano.
O diferencial de juros entre o Brasil e economias desenvolvidas continua favorecendo a entrada de capital estrangeiro, ajudando a limitar uma alta mais intensa do dólar frente ao real. No radar dos investidores também estão os leilões de linha e de swap cambial promovidos pelo Banco Central nesta terça-feira para rolagem de contratos.
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