A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda avaliou que o crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026 foi impulsionado principalmente pela demanda doméstica, com destaque para o consumo das famílias e a recuperação dos investimentos.
Em nota divulgada nesta sexta-feira (29/5), a SPE afirmou que o resultado ficou levemente acima das projeções do governo e em linha com as expectativas do mercado. Segundo a secretaria, a composição do crescimento surpreendeu positivamente no setor industrial, enquanto agropecuária e serviços avançaram abaixo do esperado.
Pela ótica da demanda, a secretaria destacou a aceleração do consumo das famílias e a forte recuperação da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede os investimentos na economia. O consumo das famílias cresceu 1,0% no trimestre, enquanto os investimentos avançaram 3,5%, após retração no fim de 2025.
“A aceleração do consumo está associada à resiliência do mercado de trabalho”, destacou a SPE, ressaltando que o avanço foi sustentado por aumento da renda, expansão do emprego formal e taxa de desemprego em níveis historicamente baixos.
A secretaria também ressaltou que o setor externo teve contribuição negativa para o resultado do PIB no trimestre, diante da queda das exportações e do avanço das importações. Para a SPE, a absorção doméstica foi o principal motor da atividade econômica no início do ano, compensando o desempenho mais fraco do comércio exterior.
Apesar do resultado positivo no primeiro trimestre, a expectativa da Fazenda é de desaceleração da atividade econômica nos próximos meses. A SPE projeta crescimento menor no segundo e no terceiro trimestres, com retomada mais forte apenas no fim do ano, acompanhando os efeitos da flexibilização monetária. Ainda assim, a projeção oficial do governo segue em alta de 2,3% para o PIB de 2026.
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