Banco Central

Boletim Focus: Mercado eleva projeção da inflação para 5,11% em 2026

Documento divulgado nesta segunda-feira (8/6) pela autoridade monetária mostra aumento nas expectativas para o IPCA, Selic e IGP-M

Mercado estima ainda valorização do real em relação ao dólar, com o câmbio recuando de R$ 5,20 para R$ 5,15 ao final de 2026
 -  (crédito: Caixa Economica Federal/Divulgação)
Mercado estima ainda valorização do real em relação ao dólar, com o câmbio recuando de R$ 5,20 para R$ 5,15 ao final de 2026 - (crédito: Caixa Economica Federal/Divulgação)

O mercado financeiro elevou novamente a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador de inflação no Brasil, que subiu para 5,11% ao final de 2026. Os dados constam no Boletim Focus desta segunda-feira (8/6), divulgado pelo Banco Central, que reúne estimativas de instituições financeiras para os principais indicadores macroeconômicos do país.

Há quatro semanas, a expectativa era de 4,91%. Para 2027, a estimativa também avançou, alcançando 4,03%. Já as projeções para os anos seguintes permanecem mais próximas da meta inflacionária, com expectativa de 3,65%, em 2028, e 3,50%, em 2029.

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), utilizado em contratos de aluguel, apresentou deterioração mais expressiva. A expectativa para 2026 passou de 5,60% para 6,10% nas últimas semanas. Para 2027, o mercado manteve a projeção em 4%.

No curto prazo, os analistas esperam inflação de 0,48% em maio, 0,30% em junho, e 0,29% em julho. Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses recuou para 4,04%.

Projeção do PIB avança

Apesar do cenário inflacionário mais pressionado, a projeção para o crescimento econômico apresentou leve melhora. A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 avançou de 1,85% para 1,91% nas últimas quatro semanas.

Para os anos seguintes, as estimativas permaneceram praticamente inalteradas, com expansão de 1,70% em 2027 e de 2% ao ano em 2028 e 2029.

A persistência das pressões inflacionárias também levou o mercado a revisar para cima as expectativas para a taxa básica de juros. A projeção para a Selic ao final de 2026 subiu para 13,50% ao ano, ante os 13% esperados há um mês. Para junho deste ano, a expectativa está fixada em 14,25%. Já para 2027, a previsão avançou para 11,50%, enquanto as projeções para 2028 e 2029 permanecem em 10%.

No mercado cambial, o cenário aponta para uma valorização relativa do real. A estimativa para o dólar ao final de 2026 recuou de R$ 5,20 para R$ 5,15. Para 2027, a projeção caiu de R$ 5,30 para R$ 5,20. No curto prazo, os analistas projetam a moeda norte-americana em R$ 5,00 durante junho e em R$ 5,03 em julho.

*Estagiário sob a supervisão de Victor Correia

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postado em 08/06/2026 13:11
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