Operação Miragem

Saiba quem são os alvos da operação da PF que mira Banco Digimais, de Edir Macedo

Investigação aponta manipulação de demonstrativos financeiros para ocultar a real situação da instituição. Justiça autorizou bloqueio de mais de R$ 670 milhões em bens e quebra de sigilo fiscal de 18 investigados

O controlador do Digimais, Edir Macedo, não foi incluído entre os alvos dos mandados de busca por residir no exterior -  (crédito: Divulgação)
O controlador do Digimais, Edir Macedo, não foi incluído entre os alvos dos mandados de busca por residir no exterior - (crédito: Divulgação)

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (23/6), uma operação para investigar um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Digimais, instituição ligada ao empresário e líder religioso Edir Macedo. Ao todo, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão em São Paulo contra pessoas físicas e jurídicas suspeitas de participar da manipulação de demonstrativos contábeis e de registros regulatórios para esconder a real situação financeira do banco.

De acordo com a investigação, a instituição teria apresentado informações distorcidas para transmitir uma aparência de solvência e, dessa forma, driblar a fiscalização dos órgãos de controle e viabilizar operações consideradas irregulares. Os investigados poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Entre os alvos das buscas estão Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos, Rodrigo Ruggero, João Luiz Urbaneja, Thiago Rodrigues Urbaneja, José Roberto Giancoli Filho e Rodrigo Balassiano. Também são alvo da operação o Banco Digimais S.A. e a ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.

Segundo a representação encaminhada pela PF à Justiça, Edir Macedo não foi incluído entre os alvos dos mandados de busca por residir no exterior. Ainda assim, a corporação obteve autorização para bloquear e sequestrar bens do bispo e dos demais investigados. O valor das medidas patrimoniais supera R$ 670 milhões.

A Justiça também autorizou a quebra do sigilo fiscal de 18 pessoas físicas e jurídicas. Além do Banco Digimais e de Edir Macedo, a medida alcança empresas e fundos de investimento como B.A. Empreendimentos e Participações S.A., Bless Capital Gestora de Recursos, Digimais Securitizadora de Créditos Financeiros, ID 112 FIDC-NP, EXP 1 FIDC-NP, Hermon Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não-Padronizados e a ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários, entre outros investigados.

As diligências fazem parte de uma apuração que busca identificar a extensão das supostas irregularidades e o fluxo dos recursos envolvidos. A Polícia Federal ainda analisa documentos e materiais apreendidos durante a operação, enquanto os investigados terão oportunidade de apresentar suas versões dos fatos no decorrer do inquérito.

 

  • Google Discover Icon
postado em 23/06/2026 10:16 / atualizado em 23/06/2026 10:17
x