
A Petrobras voltará a importar diesel em julho, após um período de três meses atendendo à demanda como a produção nacional. A informação é da presidente da estatal, Magda Chambriard, e foi divulgada nesta quinta-feira (25/6) durante evento da petroleira em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul.
Em discurso, Chambriard destacou que o governo federal investiu nas refinarias brasileiras, o que permitiu segurar as importações. No período, por conta da guerra no Oriente Médio e do fechamento do Estreito de Ormuz, o barril do petróleo superou os U$ 100, elevando o preço dos combustíveis.
"É por isso que a gente não precisou importar diesel nem em abril, nem em maio, nem em junho. Mas, agora em julho, nós vamos ter que importar. Por enquanto, porque já estamos estudando como é que vamos fazer, nesse quinquênio, para sermos autossuficientes em diesel", declarou Chambriard.
A fala ocorreu durante a cerimônia de retomada das obras da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobras, na cidade sul-mato-grossense. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também marcou presença.
Volatilidade no mercado
O governo federal adotou uma série de medidas para tentar conter o preço do diesel no país, após os ataques dos Estados Unidos ao Irã. Dentre elas, subvenções (incentivos financeiros) para as refinarias brasileiras e para os importadores.
Por conta das medidas, segundo a presidente da estatal, não foi necessário importar diesel nos últimos três meses.
Nas últimas semanas, com o acordo de cessar-fogo assinado entre Estados Unidos e Irã, o petróleo caiu ao patamar em que estava antes do início da guerra. Nesta quinta-feira, o petróleo brent estava cotado a cerca de US$ 74. Uma nova escalada do conflito, porém, pode retomar a volatilidade no mercado.

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