A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (25/6) a segunda fase da Operação Disclosure, que apura as fraudes contábeis bilionárias reveladas nas Lojas Americanas. A ação é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e conta com o apoio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Ao todo, estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão no Rio de Janeiro. As medidas foram autorizadas pela 10ª Vara Federal Criminal da capital fluminense.
Além das ordens judiciais, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores de ex-diretores da companhia, em montante superior a R$ 500 milhões.
Segundo a PF, a nova etapa da investigação busca aprofundar a apuração sobre o papel de antigos executivos da varejista em um esquema de manipulação das demonstrações financeiras da empresa. As investigações indicam que mecanismos como as chamadas verbas de propaganda cooperada (VPC) teriam sido utilizados para alterar artificialmente os resultados contábeis divulgados ao mercado.
Os investigadores também apontam irregularidades em operações de risco sacado, modalidade financeira que esteve no centro das inconsistências identificadas pela empresa.
De acordo com a PF, as apurações reuniram indícios da prática de crimes como manipulação de mercado, uso de informação privilegiada (insider trading), associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A ofensiva marca mais uma etapa das investigações sobre o caso que veio à tona em 2023, quando as Americanas revelaram inconsistências contábeis bilionárias. O episódio desencadeou um dos maiores processos de recuperação judicial já registrados no Brasil e segue sob apuração para definir a responsabilidade dos envolvidos.
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