O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta sexta-feira (26/6) da cerimônia de lançamento ao mar e batismo da Fragata “Cunha Moreira”, em Itajaí (SC). A embarcação é a terceira unidade do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), iniciativa estratégica para a modernização da Marinha do Brasil e que integra o Novo PAC e a Nova Indústria Brasil (NIB).
Construída no TKMS Estaleiro Brasil Sul pela Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis, formada pelas empresas Thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa & Segurança e Atech, a fragata representa uma etapa importante do programa voltado ao fortalecimento da soberania nacional e ao desenvolvimento da indústria brasileira de defesa.
Com investimentos estimados em R$ 13,9 bilhões entre 2019 e 2030, sendo R$ 10,5 bilhões destinados pelo Novo PAC, o Programa Fragatas Classe Tamandaré prevê a geração de cerca de 23 mil empregos durante sua execução. A expectativa é de 2 mil postos diretos, 6 mil indiretos e 15 mil empregos induzidos.
Segundo as informações do programa, a execução física já alcança 76%. Antes da “Cunha Moreira”, a Marinha recebeu outras duas embarcações: a Fragata “Tamandaré”, entregue em agosto de 2024, e a Fragata “Jerônimo de Albuquerque”, incorporada em agosto de 2025.
O lançamento ao mar marca uma das fases mais relevantes da construção naval. A cerimônia incluiu o tradicional batismo da embarcação, com a quebra de uma garrafa de espumante no casco, simbolizando o início da fase de navegação. A entrega definitiva da Fragata “Cunha Moreira” ao setor operativo da Marinha está prevista para 2028, após a instalação de sistemas, armamentos e demais equipamentos.
O Programa Fragatas Classe Tamandaré prevê a construção de quatro navios militares de alta complexidade tecnológica. As embarcações contam com 107 metros de comprimento, capacidade de deslocamento de 3.500 toneladas, convés de voo e hangar para helicópteros, além de radares, sensores integrados e sistemas avançados de armas.
A iniciativa tem como objetivo ampliar a capacidade da Marinha na proteção da chamada Amazônia Azul — área marítima brasileira com mais de 5,7 milhões de quilômetros quadrados —, além de fortalecer operações de busca e salvamento e o cumprimento de compromissos internacionais.
Além do impacto na área de defesa, o programa busca ampliar a participação da indústria nacional por meio da transferência de tecnologia, aumento do conteúdo local e qualificação de empresas brasileiras para atuar na produção, manutenção e modernização das embarcações ao longo de seu ciclo de vida.
A expectativa é que o projeto também estimule a cadeia produtiva nacional, gerando oportunidades para diferentes setores industriais além do entorno direto do estaleiro responsável pela construção das fragatas.
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