O governo federal lançou nesta terça-feira (30/6) o Plano Safra 2026/2027, voltado ao fortalecimento da agricultura empresarial. Anunciado no Palácio do Planalto pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, e pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, o programa disponibiliza um volume recorde de R$ 525,1 bilhões em crédito para médios e grandes produtores rurais. O montante representa um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação à safra anterior.
Sob o slogan "Crédito que Fortalece o Campo. Campo que Alimenta o Mundo", o plano destina R$ 384,9 bilhões para custeio e comercialização da produção agropecuária, e contempla despesas com insumos, manejo de rebanhos, condução das lavouras e comercialização.
Outros R$ 140,2 bilhões serão direcionados a investimentos em modernização das propriedades, inovação tecnológica, irrigação, renovação de máquinas e ampliação da capacidade de armazenagem.
Uma das principais novidades é a redução das taxas máximas de juros em linhas estratégicas, favorecida pela queda da taxa Selic. O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) contará com R$ 72,6 bilhões em recursos e taxa máxima de juros de 9% ao ano, ampliando o acesso ao crédito para custeio e investimentos.
Incentivo à sustentabilidade
Pelo eixo "Campo + Sustentável", do Plano Safra, produtores que mantiverem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado terão desconto de 0,5 ponto percentual na taxa de juros das operações de custeio.
Aqueles que, além disso, adotarem práticas agropecuárias sustentáveis, poderão obter mais 0,5 ponto percentual de redução, totalizando desconto de até um ponto percentual.
Na área de gestão de riscos, o programa fortalece instrumentos como o Proagro e o seguro rural. A renegociação das operações de custeio agrícola passa a depender da contratação desses mecanismos de proteção, buscando reduzir perdas decorrentes de eventos climáticos e diminuir a necessidade de medidas emergenciais do governo.
*Estagiário sob a supervisão de Victor Correia
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