
Economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a expectativa para a inflação de 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13/7) pelo Banco Central (BC), a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 5,30% para 5,16%.
Apesar da revisão para baixo, a estimativa segue acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Pelo sistema de metas contínuas, o objetivo para o IPCA é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que fixa o limite superior em 4,5%.
Para os anos seguintes, as expectativas apresentaram comportamento misto. A projeção para 2027 subiu de 4,18% para 4,20%, enquanto a estimativa para 2028 foi mantida em 3,70%. Já para 2029, os economistas mantiveram a previsão de inflação em 3,50%.
PIB
A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 permaneceu estável em 1,99%. Para 2027, a estimativa foi revisada para baixo, de 1,69% para 1,65%, após uma semana de estabilidade. Já para 2028, os economistas mantiveram a expectativa de expansão de 2%, mesmo percentual projetado para 2029.
Selic
As projeções para a taxa básica de juros (Selic) permaneceram estáveis em todo o horizonte da pesquisa. Para 2026, a expectativa foi mantida em 14% ao ano. Em 2027, os economistas continuaram projetando a taxa em 12% ao ano. Para 2028, a estimativa seguiu em 10,50%, enquanto, para 2029, permaneceu em 10% ao ano.
Câmbio
No câmbio, o mercado também não fez ajustes nas estimativas. A projeção para a cotação do dólar ao fim de 2026 seguiu em R$ 5,20. Para 2027, a expectativa continuou em R$ 5,28. Em 2028, os analistas mantiveram a previsão em R$ 5,34 e, para 2029, em R$ 5,40.

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