ORIENTE MÉDIO

Após tensão no Estreito de Ormuz, petróleo sobe 4% e atinge U$ 87 nesta terça

Trump anunciou a retomada do bloqueio marítimo na região e propôs a cobrança de uma taxa de 20% sobre toda carga transportada pelo estreito; governo iraniano rejeitou a iniciativa

Após o barril do Brent registrar alta próxima de 10% na segunda-feira (13/7), a commodity avançou de 4,48%, alcançando hoje (14) a faixa de US$ 87,05 -  (crédito:  AFP)
Após o barril do Brent registrar alta próxima de 10% na segunda-feira (13/7), a commodity avançou de 4,48%, alcançando hoje (14) a faixa de US$ 87,05 - (crédito: AFP)

Os preços internacionais do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira (14/7), ampliando as preocupações dos mercados financeiros com uma nova onda de pressão inflacionária provocada pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. Após o barril do Brent registrar alta próxima de 10% na segunda-feira (13), a commodity avançou de 4,48%, alcançando a faixa de US$ 87,05, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, chegou a US$ 80,84 por volta das 8h de hoje.

A valorização ocorre em meio ao agravamento das tensões militares no Oriente Médio. Os Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra o Irã pela terceira noite consecutiva, em um cenário marcado por acusações mútuas de descumprimento do acordo de cessar-fogo firmado em junho deste ano.

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O governo iraniano afirmou ter atingido um navio militar e uma base norte-americana localizada no Kuwait e prometeu novas retaliações. Em resposta, o Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC), coordenado pela Marinha dos Estados Unidos, anunciou um bloqueio naval completo aos portos, terminais petrolíferos e áreas costeiras iranianas, além de prever a apreensão de embarcações consideradas não autorizadas.

A tensão também aumentou no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio mundial de energia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retomada do bloqueio marítimo na região e propôs a cobrança de uma taxa de 20% sobre toda carga transportada pelo estreito. O governo iraniano rejeitou a iniciativa e voltou a ameaçar uma resposta militar.

As bolsas internacionais reagiram de forma mista ao cenário. Na Ásia, a maioria dos mercados encerrou o pregão em alta, movimento impulsionado também pelo crescimento de 27% nas exportações chinesas de tecnologia e semicondutores. Já as bolsas europeias registraram queda, refletindo o receio de uma inflação mais persistente. O dólar permaneceu próximo das máximas dos últimos 13 meses.

No Brasil, o Ibovespa fechou ontem em queda de 1,2%, aos 175.739 pontos, acompanhando o aumento da aversão global ao risco. Na contramão do índice, as ações das empresas petrolíferas registraram valorização, com a Petrobras avançando 2,8% e a PRIO subindo 1,7%, beneficiadas pela alta internacional da commodity.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

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postado em 14/07/2026 10:32
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