
O volume de serviços no Brasil recuou 0,4% em maio na comparação com abril, interrompendo a alta de 1,1% registrada no mês anterior. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (15/7).
O desempenho negativo foi influenciado principalmente pela queda de 1,0% nos serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, além da retração de 1,9% em outros serviços.
Em sentido oposto, os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 1,9%, enquanto os serviços prestados às famílias avançaram 0,2%. O segmento de informação e comunicação ficou estável no período, amenizando parcialmente o recuo do setor.
Apesar da retração mensal, o volume de serviços permanece 19,6% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, e está apenas 0,5% abaixo do pico histórico, alcançado em outubro de 2025. Na comparação com maio do ano passado, o setor avançou 0,4%, acumulando o 26º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação.
No acumulado de janeiro a maio, o setor registra expansão de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o ritmo de crescimento desacelerou de 2,9% em abril para 2,6% em maio.
Regionalmente, 18 das 27 unidades da Federação registraram queda no volume de serviços em maio. As maiores retrações foram observadas em Mato Grosso (-2,5%), Paraná (-2,3%), Rio Grande do Sul (-2,0%) e Distrito Federal (-1,6%). Em contrapartida, Bahia (2,2%), Rio de Janeiro (1,0%) e São Paulo (0,1%) lideraram os avanços.

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