
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) aprovaram, juntos, R$ 21 bilhões para projetos voltados à produção de biocombustíveis no Brasil entre janeiro de 2023 e julho de 2026. O montante representa um crescimento de 360% em relação ao período de 2019 a 2022, quando as duas instituições aprovaram R$ 4,6 bilhões para o setor
Do total liberado desde 2023, R$ 17,15 bilhões foram aprovados pelo BNDES, enquanto R$ 3,88 bilhões tiveram participação da Finep. Os recursos foram destinados a iniciativas relacionadas principalmente à produção de etanol de milho e trigo, biodiesel e biometano.
O aumento dos investimentos ocorre em meio à busca por alternativas aos combustíveis fósseis e pelo avanço de tecnologias capazes de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os investimentos em biocombustíveis produzem efeitos simultâneos em diferentes áreas da economia.
Segundo Mercadante, os aportes contribuem para a descarbonização, a segurança energética e o desenvolvimento econômico do país. O financiamento também fortalece a cadeia do agronegócio, ao agregar valor à produção e estimular atividades que geram emprego e renda em diferentes regiões.
“O Brasil tem uma vantagem competitiva extraordinária nessa agenda e precisa ampliar sua capacidade produtiva e incorporar inovação, transformando nossa vocação em uma indústria cada vez mais competitiva e sustentável”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

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