
Agentes do mercado financeiro projetam uma atividade econômica mais fraca em 2026. No relatório Focus publicado nesta segunda-feira (31/8) pelo Banco Central, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caiu de 1,95% para 1,92%. É a segunda queda consecutiva nesta projeção.
Sobre os anos seguintes, as estimativas permanecem estáveis. Para 2027, o mercado prevê um PIB de 1,5%, ainda mais fraco que o esperado para este ano, principalmente em virtude dos efeitos defasados da taxa básica de juros, que chegou a permanecer durante mais de seis meses acima de 15% ao ano (a.a.). Em 2028, a atividade deve crescer 1,98%, na mediana das projeções dos agentes, ao passo que, no ano seguinte, chegaria a 2% de expansão.
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Ainda de acordo com o relatório de hoje, o mercado reduziu de 5,02% para 5,01% a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. Na avaliação dos agentes, a inflação deve ficar mais próxima de 5% no fim do ano, após resultados indicarem um aumento menor do preço dos alimentos e da energia elétrica. O IPCA-15 de agosto, inclusive, apontou deflação de 0,4% para o período.
Dólar e Selic
As previsões para o câmbio e taxa básica de juros permaneceram inalteradas em 2026. Pela 11ª semana consecutiva, a mediana das projeções dos agentes em relação ao dólar permaneceu em R$ 5,20 para este ano, enquanto que as estimativas para 2027 e 2028 seguem no mesmo patamar de R$ 5,30. Em 2029, o mercado estima a moeda norte-americana a R$ 5,36.
No caso da Selic, a previsão que aponta para uma taxa de juros a 13,75% a.a. segue intocável há quatro semanas. Isso indica que o mercado aposta em apenas mais uma queda de 0,25 ponto percentual até dezembro. Além disso, as estimativas ainda apontam para uma taxa na casa dos dois dígitos até o fim de 2029.

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