
A reunião virtual entre os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com o representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, terminou sem a definição de um acordo para encerrar as tarifas adicionais que incidem sobre uma lista de produtos brasileiros importados pelos norte-americanos.
Os representantes brasileiros, no entanto, reconheceram, durante o encontro desta segunda-feira (31/8), que o objetivo é retirar ambas as tarifas aplicadas com base em investigações na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, conhecida como “Trade Act”. Os ministros reiteraram que as medidas impostas contra o Brasil não são compatíveis com as regras multilaterais de comércio.
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“Uma vez mais, indicaram que as justificativas apresentadas pelo Governo dos Estados Unidos nas conclusões das investigações conduzidas ao amparo da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana não correspondem às efetivas práticas brasileiras, sendo injusto o tratamento discriminatório adotado contra o Brasil”, destacou o governo brasileiro, em nota conjunta publicada após a reunião.
O mesmo documento informou que o lado brasileiro disse estar aberto ao diálogo e que preza pelos “históricos laços de amizade e de comércio” que marcam a relação bicentenária entre os dois países. As duas partes concordaram em voltar a se reunir em uma data ainda não definida e que os encontros poderiam acontecer tanto virtual quanto presencialmente.
Além disso, uma série de tratativas bilaterais e reuniões devem ocorrer nas próximas semanas, como indicou o governo brasileiro, que reiterou, em nota, seguir “perseguindo um acordo equilibrado e mutuamente benéfico com os EUA, pautando-se sempre pelo respeito ao diálogo e à soberania nacional”.
Uma das tarifas, aplicada também a outros países, afetou uma lista de produtos brasileiros com uma alíquota de 12,5%, sob a alegação de favorecimento ao trabalho forçado por parte do Brasil. A outra, de 25% e direcionada exclusivamente ao Brasil, teve como justificativa uma série de questões, como o uso do Pix, além de temas ambientais e barreiras de mercado.

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