No primeiro semestre de 2026, sistemas operacionais de empresas, instituições e pessoas físicas foram alvo de 249,3 bilhões de tentativas de ataques e atividades cibernéticas maliciosas. Os dados foram publicados nesta quarta-feira (12/8), no relatório do Cenário Global de Ameaças, produzido pela multinacional de cibersegurança Fortinet.
O destaque da pesquisa, segundo os autores, é o crescimento de 44% em relação a todo o ano de 2025 em varreduras ativas, que somaram 9 bilhões somente nos seis primeiros meses deste ano. Essas ‘varreduras’ são métodos utilizados pelos cibercriminosos para monitorar possíveis vulnerabilidades em sistemas operacionais, antes de implementar, de fato, uma tentativa de ataque.
Segundo a Fortinet, há uma tendência de mudança no perfil dos ataques cibernéticos direcionados ao Brasil. Nos seis primeiros meses de 2026, houve um aumento expressivo de medidas para “pré-ataques”, como mapeamento e reconhecimento de vulnerabilidades e oportunidades para praticar ações maliciosas, além de um financiamento maior em criptomoedas para essas atividades.
O vice-presidente de Engenharia da Fortinet Brasil, Alexandre Bonatti, explica que os criminosos buscam cada vez mais obter moedas digitais de maneira ilegal, por meio da chamada “cryptominer” – ou mineração de criptos –, que registraram 69 mil ocorrências no Brasil em 2026, acima do volume total apurado em todo o ano anterior.
“Atividades relacionadas a cryptominer revelam uma lógica diferente de monetização. Os criminosos estão utilizando a capacidade computacional de terceiros no país para obter retorno financeiro, transformando equipamentos e ambientes invadidos em recursos exploráveis ao longo do tempo”, explica Bonatti.
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Sobre o aumento dos cibercrimes, o executivo e country manager da Fortinet Brasil, Frederico Tostes, afirma que os prejuízos financeiros causados pelos ataques são alguns dos maiores do mundo e explica que os cibercriminosos estão funcionando como uma espécie de empresas semiautônomas. Por conta disso, ele faz um alerta ao mercado sobre os perigos em relação ao crescimento das atividades maliciosas.
“Incentivar o combate ao cibercrime nunca foi tão importante. Por isso, durante o Fortinet Cybersecurity Summit deste ano, buscamos mostrar como a companhia está empenhada em combater o cibercrime, coletando e compartilhando informações sobre ameaças e trabalhando ativamente para combatê-las em escala global”, comenta Tostes.
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