A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), junto às suas 34 federações e sindicatos filiados, lançou neste sábado(29/8) uma campanha nacional contra a votação, antes das eleições, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.
Com o lema “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não”, a entidade busca pressionar os senadores que discutem a proposta e defender que uma eventual mudança na jornada de trabalho seja analisada com mais tempo e diálogo com o setor produtivo.
A CNC afirma que uma alteração constitucional nas regras trabalhistas, neste momento, poderia aumentar a pressão sobre empresas em um cenário de juros elevados, crédito mais caro e restritivo, endividamento das famílias, aumento da inadimplência empresarial e redução dos investimentos.
A entidade também cita a saída de empresas estrangeiras do país e o que classifica como concorrência desleal provocada pelas compras internacionais de baixo valor como fatores que aumentam a pressão sobre o comércio brasileiro.
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Para a confederação, o impacto de uma redução da jornada pode ser especialmente significativo para micro e pequenas empresas, que teriam menos margem para absorver eventuais aumentos de custos relacionados à contratação de trabalhadores ou à reorganização das escalas.
Apesar das críticas à forma e ao momento da votação, a CNC afirma que não é contrária ao debate sobre o bem-estar dos trabalhadores. A entidade defende, porém, que uma mudança dessa magnitude seja precedida por análise técnica e negociação com os diferentes setores da economia.
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