
Carta assinada por mais de 380 empresários, representando 40% do Produto Interno Bruto (PIB), cobra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compromisso com medidas de ajuste fiscal para reduzir a taxa Selic a 7,5% já no ano que vem, e reduzir a dívida pública, caso eleitos.
O documento foi produzido pelo grupo Parlatório, e endereçado aos dois candidatos que disputam o segundo turno. Também pede medidas como a reforma do Judiciário, o fim da reeleição para o Executivo, respeito à Constituição e à democracia, e a redução da máquina pública.
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Segundo os executivos, será “imprescindível” atingir um superavit fiscal de, ao menos, 1% em 2027, e um deficit nominal de menos de 7% do PIB. Eles almejam ainda uma meta de inflação de 3% ao ano, e esperam crescimento anual do PIB também de 3%.
“Tratar como prioridade absoluta, em regime de absoluta urgência, a aprovação de medidas macroeconômicas que resultem na redução gradual e acelerada da taxa de juros básicos (Selic) pela avaliação técnica do Comitê de Política Monetária (Copom)”, diz a carta.
O Parlatório é coordenado pelo economista e executivo Roberto Giannetti da Fonseca, e as propostas contaram com a colaboração de nomes como o embaixador Rubens Barbosa, o general Otávio Rego Barros — que foi porta-voz da Presidência durante o governo Bolsonaro — o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, e o ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.
Reforma do Judiciário
A carta começa tratando sobre o respeito à Constituição, ao Estado Democrático de Direito e à independência entre os Três Poderes, além do respeito ao resultado das urnas. Cobra, ainda, uma reforma do Judiciário ainda em janeiro de 2027, com destaque para a elaboração de regras para indicação de ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Já sobre a reforma política, os empresários querem acabar com a reeleição para o Executivo, reduzir ou acabar com o Fundo Eleitoral e limitar as emendas parlamentares a 5% da verba discricionária. Para a reforma administrativa, defendem reduzir o número de ministérios e revisar carreiras do serviço público.
O texto apresenta uma série de outras propostas, como a ampliação da cobertura vacinal, a resolução da crise diplomática com os Estados Unidos, meta de 2% do PIB para o gasto com Defesa e soberania na exploração de minerais críticos.
Ao finalizar a carta, os empresários citam já ter se reunido com Lula e Flávio, e que vai monitorar o cumprimento das medidas apresentadas, caso os candidatos assumam o compromisso.
“Desejamos que as eleições sejam realizadas em paz e harmonia pelos eleitores brasileiros de todos os cantos, que o vencedor seja democraticamente reconhecido pela maioria dos votos, e que o exercício do cargo presidencial seja cumprido com integral observação da Constituição Federal”, afirma o Parlatório.

