Ibovespa

Bolsa sobe perto da máxima histórica com eleições e petróleo no radar

Novas rodadas de pesquisa foram divulgadas na manhã desta terça-feira, enquanto preço do petróleo chega ao maior nível em cinco meses

Máxima histórica do Ibovespa no 'intraday' ainda segue em 209 mil pontos, obtidos durante a sessão do dia 5 de outubro, após o primeiro turno das eleições.  -  (crédito: Bolsa de São Paulo - B3/Divulgação )
Máxima histórica do Ibovespa no 'intraday' ainda segue em 209 mil pontos, obtidos durante a sessão do dia 5 de outubro, após o primeiro turno das eleições. - (crédito: Bolsa de São Paulo - B3/Divulgação )

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), abriu em alta na manhã desta terça-feira (20/10) e chegou a subir 1,74%, aos 208.685 pontos, por volta das 13h (de Brasília), na máxima do dia até então. O movimento positivo ocorre em meio à divulgação de novas pesquisas eleitorais sobre o segundo turno presidencial e à valorização do petróleo no mercado internacional, em razão dos ataques promovidos pelos houthis na Arábia Saudita.


A pesquisa RealTime Big Data, divulgada pela manhã, mostra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, ante 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição. Outros dois levantamentos publicados na noite anterior apontam cenário semelhante: a PoderData indica a mesma diferença entre os candidatos (52% a 48%), enquanto a AtlasIntel/Bloomberg mostra Flávio com 51,1%, ante 48,9% de Lula.

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A estrategista de ações da Nomad, Rebecca Nossig, destaca que os investidores ainda utilizam as pesquisas eleitorais como termômetro para fazer projeções sobre o futuro econômico do país. “No Brasil, o grande direcionador das expectativas continua sendo a corrida eleitoral presidencial, com os agentes econômicos reagindo de forma bastante atenta às recentes pesquisas de intenção de voto e às perspectivas sobre o controle das contas públicas”, avalia a especialista.


Petróleo oscila com força


No cenário internacional, o principal destaque é a valorização do petróleo. Nesta terça-feira, o barril do tipo Brent chegou a ser negociado acima de US$ 111, no maior patamar desde maio, quando as tensões relacionadas ao conflito entre Estados Unidos e Irã se intensificaram. Desta vez, a alta ocorre em meio ao ataque do grupo extremista Houthi à Arábia Saudita, que atingiu instalações de produção e armazenamento de petróleo.


“Essa alta do preço da commodity beneficia diretamente o mercado brasileiro, que possui forte participação de empresas ligadas à exportação de matérias-primas, como a Petrobras”, destaca Nossig. Apesar da valorização pela manhã, o petróleo sofreu uma virada abrupta e passou a operar em queda, em meio à forte oscilação provocada pelo acompanhamento da situação no Oriente Médio. Por volta das 13h15, o barril do Brent era negociado próximo de US$ 108,50.








Além das influências do petróleo e das eleições, os investidores também acompanham a temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos e o comportamento do câmbio. O dólar voltou a perder força ante o real na manhã desta terça-feira e era negociado próximo de R$ 5. Na avaliação da estrategista da Nomad, esse movimento reflete a entrada de fluxo estrangeiro e contribui para melhorar o humor na Bolsa.


“A sustentação desse viés de alta ao longo do dia dependerá de como o mercado continuará digerindo as notícias externas e os resultados de grandes empresas globais de tecnologia, mantendo o pregão dinâmico e sujeito a oscilações pontuais”, comenta Nossig.








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postado em 20/10/2026 13:37
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