As exportações do Brasil aos 27 países-membros da União Europeia aumentaram 21% em comparação aos meses de maio a setembro do ano passado. Assinado cinco meses atrás, o tratado entre o bloco europeu e o Mercado Comum do Sul (Mercosul), embora esteja em vigor, ainda atende pelo título de vigência provisória pelo fato de a tese da redução ou eliminação de tarifas alfandegárias na relação comercial ainda ter de ser aprovada pelos parlamentos das nações que integram o grupo europeu.
O entendimento da flexibilização alfandegária, já aprovado por todo os países-membros do Mercado Comum do Sul (Mercosul), fez com que aumentasse em até 421% a exportação de abacate brasileiro à UE.
Outros produtos que registraram aumentos na exportação em relação ao ano passado, o mel e o óleo de milho cresceram 367% e 266%, respectivamente.
Produtos com crescimento expressivo:
- Ferrossilício-manganês: +173%
- Alumínio em bruto: +107%
- Óleos combustíveis: +102%
- Etanol: +95,2%
- Óleo essencial de laranja: +75,8%
- Maçãs frescas: +29%
O entendimento é que a redução ou eliminação de tarifas alfandegárias amplia a competitividade dos produtos brasileiros. A expansão das vendas ao mercado europeu é endossada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDic), Márcio Elias Rosa.
“Fortalecer nossas relações econômicas com parceiros estratégicos, ampliar as oportunidades para os setores produtivos e gerar empregos de qualidade são objetivos que orientam a atuação do governo. O Brasil ganha novas condições para agregar valor à sua produção e ampliar sua participação no comércio mundial”, afirmou.
Barreiras sanitárias
Mesmo com o aumento das exportações brasileiras à União Europeia a partir do acordo com o Mercosul, o setor de carne enfrenta entraves com o grupo da Europa desde o início de setembro, quando a UE suspendeu a importação desse produtos sob a justificativa de que produtores brasileiros usavam lista proibida pelos países de antibióticos e antimicrobianos na cadeia produtiva animal.
Além da carne bovina, foram embargados por essa determinação da UE carnes de frango, suína e pescados.
