Relatório publicado nesta quarta-feira (4/11) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) mostra um aumento de quase 50% (49,56%) na busca de brasileiros por crédito em setembro, comparado ao mesmo mês, no ano passado.
O indicador, apesar de mostrar crescimento na busca por crédito, também aponta um recuo de 13,67% no volume de consultas realizadas pelo setor financeiro no Brasil, entre os meses de agosto e setembro deste ano.
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Ainda de acordo com o relatório, feito com base em dados do SPC Brasil, o perfil desse tipo de consumidor é predominantemente masculino, com participação de 53,41%. Quanto à faixa etária, o público com maior participação é o de 40 a 49 anos.
Por região do país, o Sudeste apresentou a maior participação no número de consultas em setembro, com 45,66%, seguido por Nordeste (21,70%), Sul (17,70%), Centro-Oeste (8,38%) e Norte (6,57%).
Entre o público que contratou um crédito, 89,13% buscaram por empréstimo e 10,06% contrataram financiamento.
Orçamento das famílias
Segundo o presidente da CNDL, José César da Costa, os dados mostram que os brasileiros têm recorrido ao crédito para custear "despesas do mês e quitar compromissos atrasados".
"A predominância dos empréstimos entre as modalidades contratadas reforça essa preocupação, pois pode indicar que parte dos consumidores está recorrendo a novos recursos para administrar dívidas já existentes. Esse movimento exige atenção, uma vez que a contratação de crédito sem planejamento, especialmente em um cenário de juros altos, pode agravar o endividamento e dificultar ainda mais a recuperação da saúde financeira das famílias”, afirmou o dirigente.
“O comportamento da demanda por crédito revela um cenário de pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras. Em um ambiente de juros elevados, renda comprometida e dificuldades para manter as contas em dia, o crédito deixa de ser procurado apenas para financiar novos projetos ou estimular o consumo e passa a funcionar, em muitos casos, como uma alternativa para cobrir despesas do mês, quitar compromissos atrasados e reorganizar as finanças", apontou.
