JUSTIÇA

Daniel Alves: Justiça não suspende julgamento, mas adia depoimento de jogador

A defesa solicitou que o julgamento fosse suspenso, mas teve o pedido negado. O jogador prestará depoimento após serem ouvidos a denunciante, testemunhas e peritos, na quarta-feira

O jogador de futebol brasileiro Dani Alves observa o início de seu julgamento no Supremo Tribunal de Justiça da Catalunha, em Barcelona       -  (crédito: JORDI BORRAS / POOL / AFP)
O jogador de futebol brasileiro Dani Alves observa o início de seu julgamento no Supremo Tribunal de Justiça da Catalunha, em Barcelona - (crédito: JORDI BORRAS / POOL / AFP)
postado em 05/02/2024 10:50 / atualizado em 05/02/2024 10:50

A juíza Isabel Delgado Pérez acatou o pedido da defesa de Daniel Alves e o jogador prestará depoimento só na quarta-feira (7/2). A expectativa era a de que Daniel fosse ouvido nesta segunda-feira (5/2), primeiro dia do julgamento do atleta, que é acusado de agredir sexualmente uma mulher de 23 anos em uma boate de Barcelona.

A magistrada aceitou o pedido para que o jogador preste depoimento ao fim da audiência, após serem ouvidos a denunciante, testemunhas e peritos. A defesa de Daniel Alves também solicitou que o julgamento fosse suspenso, mas teve o pedido negado.

O jogador chegou ao tribunal escoltado pela polícia e entrou no local pela porta dos fundos, vestindo calça jeans e camisa social branca. Familiares de Daniel, como o irmão Ney Alves, e a mãe, Lúcia Alves, marcaram presença no julgamento.

O Tribunal de Barcelona rejeitou o pedido do Ministério Público da Espanha para que o julgamento de Daniel Alves fosse realizado a portas fechadas. A decisão dos magistrados foi de realizar as sessões de forma aberta, com a presença da imprensa, porém captações de áudio e imagem estão vetadas.

Não há prazo para o anúncio da sentença. Até lá, Daniel Alves vai continuar preso de maneira preventiva. Apesar de a acusação pedir 12 anos de prisão (pena máxima), e o Ministério Público, nove, a tendência é que o brasileiro, se condenado, permaneça recluso por no máximo seis anos. Isso porque no início do caso judicial, a defesa do jogador pagou à Justiça o valor de 150 mil euros (cerca de R$ 800 mil) de indenização à jovem. A advogada da mulher contesta a possível redução da eventual pena.

*Com informações da Agência Estado

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