Em partida de gala, a Seleção Brasileira carimbou o passaporte para a semifinal da Liga das Nações de Vôlei, após triunfar diante da Alemanhã por 3 sets a 0, na tarde desta quinta-feira (24/7), em Lodz, na Polônia. As parciais foram de: 25/19, 26/24 e 25/14. Há 10 anos sem vencer as alemãs com esse placar, o Brasil confirmou o favoritismo no torneio e a equipe de Zé Roberto vai em busca do título inédito da competição.
A oposta Rosamaria, com 13 pontos, e a capitã Gabi, com 12 marcados, foram os destaques da disputa, com o domínio do ataque brasileiro dentro de quadra. A ponteira Alsmeier puxou a responsabilidade e colocou 11 bolas no chão para europeias, a maior da Alemanha no jogo. Com cinco de bloqueio, dos 11 feitos pelo Brasil, a central Diana está em terceiro lugar no ranking da competição no fundamento.
Repetindo o chaveamento de 2024, o Brasil avançou para a semifinal com um adversário conhecido à espera: o Japão. Naquele ano, a final foi disputada pelas japonesas, que avançaram após eliminarem a Seleção Brasileira por 3 sets a 2. Porém, as vencedoras da edição foram as italianas. A briga pela vaga na grande finalíssima será no próximo sábado (26/7), às 15h, em Lodz, na Polônia. Do outro lado da chave, Itália e Polônia se enfrentam, às 11h. Todos os jogos serão com a transmissão do SporTV2.
Apesar da alegria da vitória, a capitã Gabi pede mais energia, entrega e eficiência para avançar à final. "A partida de hoje não é suficiente para passar pelo Japão na semifinal, temos ciência disso. Conversamos durante o jogo que precisa ser melhor. E esse vai ser o nosso estudo. Vamos treinar dois dias e descansar um pouquinho também. Vai ser um jogo difícil, mas sabemos da qualidade do nosso time e queremos muito essa final", analisou, ao SporTV.
No confronto desta quinta-feira, o técnico Zé Roberto não contou com a ponteira Ana Cristina para o embate contra as alemãs. A maior pontuadora do Brasil na primeira fase da VNL, sofreu uma lesão no menisco medial do joelho esquerdo durante o duelo contra a França, no início do mês. Após a confirmação do diagnóstico, Ana Cristina passou por um procedimento cirúrgico pouco invasivo, e deve ficar entre três a quatro meses longe das quadras para a recuperação.
O jogo
O Brasil largou na partida após abrir dois pontos, com a ponteira Rosa Maria. Durante o primeiro set, houve a forte presença no bloqueio brasileiro, que forçou os erros adversários para facilitar o domínio verde-amarelo. Dentro de quadra, o time de Zé Roberto soube jogar com excelência. Foram oito erros da seleção alemã contra dois do Brasil. Destaque no set, Rosamaria mandou seis vezes a bola para o chão, maior marcadora na etapa. Organizado taticamente, a amarelinha finalizou a primeira parcial com triunfo por 25 x 19.
No set seguinte, as brasileiras mantiveram a superioridade dentro de quadra. Peças como Diana e a central Julia Kudiess abrilhantaram o jogo brasileiro que, no coletivo, deu trabalho para as europeias. Entretanto, mesmo com quatro pontos de desvantagem (15 x 11), Alsmeier e Stigrot puxaram a responsabilidade para tentar equilibrar a partida. O duelo ficou acirrado. O ataque brasileiro sofreu uma baixa, para tirar proveito, as alemãs empataram (22 x 22), incendiando o confronto. Com Julia Bergmann, as brasileiras venceram o segundo set. Fim de período: 26x24.
O passaporte para a semifinal estava cada vez mais perto. O terceiro set devolveu a ponteira Bergmann para o jogo, que teve uma atuação abaixo nas parciais iniciais. Novamente no melhor fundamento do Brasil, Júlia Kudiess marcou para abrir sete de vantagem. Com folga no placar, a Seleção brilhou em quadra e conquistou a classificação.
